Para entender a proposta Medicina Sacerdócio é necessário vivê-la ou se disponibilizar a passear por um novo paradigma da saúde que exige de médicos, pacientes e familiares uma tomada de consciência pessoal. Um novo pensar que, por vezes, nos leva também à mudança de alguns valores.
Neste caminho é essencial entender a medicina não apenas como uma ciência moderna, mas também sacra. Afinal, a busca do homem integral através da cura e saúde é também a tentativa de transformá-lo a imagem e semelhança de Deus. Trabalho há 24 anos na área de saúde. Hoje, me sinto muito mais feliz por participar de uma instituição no qual prega este tipo de filosofia. É um prazer poder servir as pessoas que nos procuram e se mostram necessitadas de nosso serviço, diz Francisco Oliveira, 42, diretor geral do Hospital Dois de Julho, uma das unidades externas administradas pelo Monte Tabor.
Nesta nova concepção de saúde, não basta aos hospitais ligados ao Monte Tabor possuírem a tecnologia mais avançada, como acontece. É necessário, também, o convívio médico - paciente-familiar seja especial, humanizado. Além de equipamentos de última geração e profissionais capacitados, a nova medicina pede um novo comportamento, como traduzir na forma de um olhar, um gesto atencioso, o atendimento personalizado. Aspectos como estes fazem parte do processo de cura nos corredores do Hospital São Rafael. Cada detalhe permite visualizar o ser humano na sua totalidade, muito além das células, dos órgãos e das doenças.
O trabalho realizado consiste, ainda, em entender e viver o homem nos aspectos bio-psico-espiritual, na tentativa de buscar a cura integral do ser humano. Buscamos a nossa própria cura, não só no aspecto físico, mas também no espiritual e psicológico, nos aperfeiçoando a cada dia. Da mesma forma investimos em pesquisa para nos qualificar ainda mais na técnica, nos métodos de diagnóstico e de cura, nas medicações, também fortalecemos o nosso aspecto espiritual, explica Maria Elvira Souza, uma das responsáveis pelo movimento.